5 lugares mais incríveis do mundo
Há lugares que a gente visita porque estão “na lista”, porque aparecem em todos os guias, porque vimos passar 10.000 fotos no Instagram. E então, uma vez lá, acontece algo inesperado. Não é apenas bonito. Não é apenas impressionante. Temos realmente a impressão de não estar mais no mesmo mundo.
Isso não me acontece com muita frequência, porque de tanto viajar, a gente fica um pouco exigente. É preciso mais do que uma paisagem bonita ou um monumento famoso para me emocionar. É preciso uma energia particular, uma luz, uma sensação de imensidão, e acima de tudo uma vontade de voltar.
Aqui estão, então, 5 destinos que realmente me marcaram:
1. A Esfinge, Egito: a verdadeira estrela do planalto de Gizé

Eu sei que todo mundo vai a Gizé para ver as pirâmides. Elas são imensas, míticas, fotogênicas, não vamos mentir. Mas pessoalmente, não foram elas que mais me tocaram. A verdadeira estrela do planalto de Gizé, para mim, é a Esfinge.
Na primeira vez, ela já tinha me impressionado muito. Na segunda vez, quis de novo dormir o mais perto possível dela. Do nosso quarto, podíamos vê-la como se estivéssemos vendo televisão. O que é louco na Esfinge é que ela não é bonita de todos os ângulos. O nariz quebrado, o corpo danificado, uma cabeça grande demais em relação ao corpo, tudo isso faz com que ela possa até parecer estranha dependendo de onde a gente se posiciona. Mas de frente, principalmente de manhã quando o sol ilumina o rosto dela, ela emana uma presença incrível.
Recomendo muito ir na hora da abertura. Além de ter menos gente, a luz é muito mais favorável. À tarde, ela fica rapidamente com a luz contra. Fazendo o passeio corretamente, passando pelo lado esquerdo e depois pela plataforma, dá para observá-la de vários ângulos e entender o quanto ela é gigantesca. Nas fotos, a gente não percebe. No local, quando vemos um funcionário ao lado das patas dela, finalmente entendemos a escala.
As pirâmides impressionam pelo tamanho. A Esfinge, por sua vez, impressiona pela sua energia. Pode ser psicológico, talvez porque ela atravessou milênios, o sonho contado na estela a seus pés, talvez porque ela está associada à proteção e à sabedoria… mas sinceramente, há algo ali. Se eu tivesse que escolher um único lugar para rever em Gizé, seria ela.
2. Ollantaytambo, Peru: a vila onde a gente se sente em paz

Ollantaytambo é um lugar que eu amo tanto que tive vontade de ficar uma semana. Ele quase me impressionou mais do que Machu Picchu, olha só. Muitos viajantes só passam por lá para pegar o trem para Aguas Calientes, enquanto, na minha opinião, essa vila realmente merece que a gente fique um tempo.
O que me atrai tanto aqui? Não sei exatamente. Talvez as casas construídas sobre bases incas. Talvez as ruazinhas de pedra. Talvez os canais de água que ainda atravessam a vila. Ou então esse lado feng shui que a gente sente sem conseguir explicar.
Ollantaytambo está instalado em um vale perfeito. O rio Urubamba passa por ali, a água é distribuída por toda parte graças aos canais antigos, as montanhas são altas, íngremes, quase como muralhas naturais. Temos a impressão de que tudo está no seu lugar: a água, a terra, as montanhas, o céu. Nada domina, nada esmaga. Tudo se equilibra.
O sítio arqueológico é obviamente magnífico. É preciso subir muitos degraus, mais de 200, e nessa altitude, a gente sente. Mas a vista lá de cima vale muito o esforço. As muralhas incas são perfeitamente talhadas, as pedras se encaixam com precisão milimétrica, e quanto mais a gente olha os detalhes, mais se pergunta como eles fizeram. Eu o visitei várias vezes e não me canso.
Mas Ollantaytambo não é só o sítio arqueológico. É também o mercado, as barraquinhas à noite na praça principal, os churros, os espetinhos, os cachorros de rua super tranquilos, os agricultores que ainda trabalham do jeito antigo, as festas da vila onde os moradores desfilam em trajes tradicionais. A gente se sente bem. A gente se sente em paz. É o tipo de lugar onde o estresse desaparece sozinho, sem esforço.
E ainda tem a comida. Um bom menu do meio-dia com ceviche, truta do rio e sobremesa, num restaurantezinho que não é necessariamente visível da rua… sinceramente, o que mais pedir? Ollantaytambo é um pequeno paraíso discreto, e é exatamente por isso que é tão precioso.
3. O Salar de Uyuni, Bolívia: caminhar no céu

O Salar de Uyuni faz parte daqueles lugares que podem mudar completamente dependendo da estação. Seco, já é impressionante: branco por todo lado, uma superfície rachada, um sol que ofusca, fotos de perspectiva engraçadas. Mas inundado, ele se torna simplesmente irreal.
Tínhamos planejado visitá-lo em meados de janeiro, bem na época em que pode haver água suficiente para criar o efeito espelho, sem que a chuva estrague o dia todo. Desde a organização da nossa volta ao mundo, estava marcado no itinerário: Uyuni em janeiro. Viu só? Às vezes, é preciso planejar um pouco para ter magia.
No início do dia, grande decepção. A gente chega no deserto de sal e só vê algumas poças de água. O efeito espelho? Não encontrava em lugar nenhum. Felizmente, nosso motorista nos leva mais longe depois do almoço, para uma área muito mais inundada.
E então… uau. Água até onde a vista alcança, até os tornozelos. O céu, as nuvens, as montanhas, tudo se reflete perfeitamente na superfície. O horizonte desaparece. A gente não sabe mais se está na terra, no céu, num sonho, num protetor de tela do Windows versão luxo. É tão bonito que a gente fica sem palavras. A gente só fica fazendo “ohhh” e “uau” a cada dois minutos.
O que torna a experiência ainda mais intensa é a imobilidade da água. Como o Salar é completamente plano, o reflexo é perfeito. As montanhas parecem flutuar, as nuvens ficam sob nossos pés.
Nesse tipo de cenário, uma câmera 360 leve como a Insta360 X4 Air faz todo sentido: seu formato compacto é ideal para quem viaja leve, sua qualidade 8K permite capturar os reflexos do deserto de sal com ótima nitidez, poderíamos mostrar que o deserto de sal se estende até onde a vista alcança. É uma excelente câmera, fácil de usar, e seu ótimo custo-benefício a torna uma opção interessante para viajantes que querem trazer imagens imersivas sem estourar o orçamento. Saiba mais clicando no nosso link, você receberá exclusivamente uma alça de peito grátis.
O Salar de Uyuni inundado continua sendo uma das experiências mais extraordinárias das nossas vidas.
4. Blue Eye, Albânia: a origem de um rio no meio do nada


O Blue Eye, na Albânia, é um daqueles lugares em que pensamos: “Como um lugar assim pode existir aqui?” Dirigimos, atravessamos paisagens já lindas, cruzamos animais, vacas na estrada, cachorros, cabras… e então chegamos a essa fonte de água totalmente louca.
Bem, antes disso, é preciso merecer a chegada. A estrada não é perfeita, nem de longe. Mas assim que chegamos, esquecemos imediatamente o trajeto.
A água é de uma transparência incrível. A correnteza é muito forte, e no meio dessa água turquesa há um buraco azul profundo, quase hipnotizante. É a nascente de um rio. A origem de um rio! Francamente, quantas vezes na vida podemos ver isso com tanta facilidade?
O buraco tem alguns metros de largura, mas parece descer infinitamente. Sua cor azul vem justamente dessa profundidade. Dá vontade de se inclinar, mergulhar uma câmera, ver o que se esconde no fundo. Mas a correnteza é tão poderosa que claramente não é o lugar para fazer qualquer coisa. A água é fria, a correnteza impressionante, e mesmo que a vontade de pular seja muito forte, a prudência deve prevalecer.
Este lugar realmente me emocionou. Há algo de quase místico nessa nascente. Parece que ela leva ao centro da Terra. Adoro nascentes, águas transparentes, pequenas bolhas que sobem, essa sensação de uma água tão pura que quase dá para beber enquanto nada. Mas o Blue Eye tem algo a mais. É bruto, poderoso, mágico.
5. Deserto do Saara, Marrocos: silêncio, dromedários e Via Láctea

O deserto do Saara, imaginamos antes mesmo de ir. Dunas douradas, dromedários, um pôr do sol, uma noite sob as estrelas… E mesmo com todas essas imagens na cabeça, a experiência no local surpreende.
Partimos de M’hamid, nos portões do deserto, para um passeio de vários dias com acampamento. Desde o início, entramos no clima: os dromedários nos esperam, precisamos levar apenas uma mochila pequena, água, um lenço ou chapéu, e deixar a mala no hotel. Os dromedários não estão ali para carregar nossa casa inteira, né.
O momento mais mágico acontece à noite. Subimos em uma duna para assistir ao pôr do sol. As cores mudam rapidamente: rosa, violeta, vermelho, dourado… e assim que o sol desaparece, o frio cai de repente. O deserto é isso também: muito quente durante o dia, muito frio à noite. Não se deve subestimar as roupas quentes de jeito nenhum.
No dia seguinte, Erg Chigaga nos oferece finalmente as grandes dunas como na nossa imaginação. É preciso escalar, a areia atrasa cada passo, a gente respira, reclama um pouco, mas quando chega ao topo, entende por que todo mundo vem até aqui. Dunas até onde a vista alcança, alguns rastros de animais, montanhas ao longe, a Argélia em algum lugar atrás… É exatamente a imagem que fazemos do deserto.
Conclusão
Esses cinco destinos não têm nada a ver uns com os outros. A Esfinge nos leva ao Egito antigo, Ollantaytambo à harmonia inca, o Salar de Uyuni a um mundo onde o céu se encontra sob nossos pés, o Blue Eye à força da água, e o Saara à imensidão do silêncio.
Mas eles têm um ponto em comum: são lugares que não se contentam em ser bonitos. Eles deixam uma sensação. Uma energia. Uma memória muito precisa. O tipo de lugar do qual falamos anos depois, dizendo: “Não, mas sério, temos que voltar lá.”